É sério, gente. Acho superlegal quem se aceita do jeito que é. Também admiro quem está sempre tentando construir a melhor versão de si mesmo — seja na academia, na terapia ou simplesmente aprendendo a respirar antes de explodir.
Mas tem uma turma por aí que, sinceramente, me cansa. É a galera que resolveu cagar pra si mesma e ainda posa de herói por isso.
Deixaram de cuidar do corpo, da mente, da alma — mas transformaram o descuido em bandeira. “Não me rendo aos estereótipos que a sociedade impõe”, dizem, como se o espelho fosse o inimigo e o abandono uma forma de resistência.
O problema é que, no fundo, não estão lutando contra o sistema. Estão só desistindo de si — e chamando isso de liberdade.
Confundiram aceitação com desistência, autenticidade com desleixo, e coragem com preguiça.
Aceitar-se é olhar para si com ternura, não com descuido.
E construir-se é uma forma bonita de amor próprio — mesmo que doa, mesmo que canse.
Porque, convenhamos: herói de verdade não é quem caga pra si.
É quem continua tentando ser alguém melhor, mesmo quando ninguém está aplaudindo.
