No dia quatro deste mês, Luciane e eu celebramos quinze anos de casamento. Se somarmos aos mais de três anos de namoro e noivado, já são dezoito anos de uma travessia que começou tímida e, como toda boa história de amor, foi se tornando inadiável. O tempo, que para tantos é peso, para nós tem sido matéria-prima: molda, aprofunda, dá sabor.
Antes de encontrá-la, confesso: fui de um romantismo quase juvenil a um ceticismo sarcástico. Julguei saber tudo sobre o amor e, logo depois, acreditei que não havia mais nada a aprender. Foi então, nesse meu intervalo de descrença, que Luciane surgiu. E com ela, todo o meu manual de certezas virou papel de embrulho. Descobri, finalmente, o que Vinícius já sussurrava: “mas tudo isso não adianta nada, se nesta selva oscura e desvairada não se souber achar a bem-amada — para viver um grande amor.”
E eu achei. Achei Luciane.
Com ela entendi que o amor não se resume ao arrebatamento das primeiras horas nem à retórica dos sonetos. O amor verdadeiro tem cheiro de café coado de manhã, tem gosto de prato improvisado numa terça-feira qualquer, tem som de riso cúmplice depois de um dia difícil. É Vinícius quem ensina que para viver um grande amor é preciso, entre tantas coisas, saber cozinhar um frango com farofinha. E é a vida quem confirma que, sim, nada mais trivial e afetuoso que preparar algo para quem se ama — não pela receita, mas pelo gesto de cuidado que tempera o cotidiano.
Com Luciane aprendi que o grande amor não é feito só de grandes gestos, mas também de delicadezas miúdas: o olhar que acalma, a paciência que sustenta, a fidelidade que não se anuncia, mas se prova em silêncio. É também feito de humor, porque até o coração mais apaixonado precisa rir.
Hoje, ao olhar para esses dezoito anos juntos, percebo que não há manual perfeito para o amor, mas há a bem-amada — e é ela quem dá sentido a todos os capítulos. O amor, afinal, não é teoria: é prática diária. E a minha prática diária é Luciane.
E se Vinícius estivesse aqui, talvez me diria que, depois de tudo, só me restava levantar o copo, brindar e confessar: encontrei, nesta selva desvairada, a bem-amada da minha vida.

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Luciane
Poxa meu amor, fiquei até emocionada! Agradeço a Deus todos os dias por ter você comigo dividindo todos os momentos. Você que é o meu porto seguro, aquele que me acolhe, que me ouve, que está sempre ao meu lado. Não sei expressar em palavras tão belas quanto às suas, mas quero que saiba que o meu amor por você é maior que o mundo. Te amo Wallison e vou te amar sempre, cada dia mais. Quero estar sempre ao seu lado, todos os dias e todas as horas. Você ė o amor da minha vida!❤️