Outro dia, revisando um capítulo de Rios de Sangue e Ouro, dei-me conta de que já faz mais de um ano que escrevo todos os dias. Há os finais de semana, há as férias. Mas ultimamente ando escrevendo também nos fins de semana, e suspeito que acabarei escrevendo nas férias. O hábito se instalou. Tenho…
Matar um personagem, na maioria das vezes, é um gesto técnico. Faz parte da arquitetura do romance. Move engrenagens. Fecha arcos. Cumpre promessas narrativas. Às vezes é o clímax inevitável; outras, é apenas a consequência lógica de escolhas malfeitas. O autor planeja, calcula, decide. E executa.
O problema começa quando o cálculo falha. Ou melhor:…
