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Soldado brasileiro da FEB sentado sozinho em posição de guerra na Itália segurando uma carta amassada, com atmosfera fria, melancólica e silenciosa ao entardecer

A Carta do Bolso

A plataforma da estação de Barra Mansa cheirava a carvão e a despedida. Era sábado, quinze de janeiro de 1944, e o trem para o Rio de Janeiro esperava com a impaciência das máquinas: vapor vivo, rodas paradas, como um cavalo que morde o freio. Na plataforma, a aglomeração habitual de mães e noivas e…

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Cavaleiros atravessando uma estrada de terra ao amanhecer carregando documentos importantes, com neblina leve e atmosfera tensa sugerindo missão histórica no Brasil do século XIX

A Bolsa do Príncipe

O teto do corredor era alto demais para que os passos deixassem eco. Era essa a primeira coisa que Valéria havia aprendido sobre o Paço de São Cristóvão: a pedra ali absorvia os sons como absorve os segredos completamente, sem deixar rastro. Ela dobrou o corredor com a bandeja equilibrada na palma direita, a cabeça…

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Ilustração conceitual de uma figura histórica dividida entre luz e sombra, com documentos e imagens antigas ao fundo, simbolizando o conflito entre mito, memória e narrativa histórica.

O Peso do Nome

Quando o personagem histórico está suficientemente morto, podemos fazer quase tudo com ele. Inventar silêncios. Preencher lacunas. Emprestar intenções que os documentos não registraram. Ninguém cobra a dívida. Mas há personagens que não estão suficientemente mortos. Não porque ainda vivam, mas porque ainda habitam o imaginário de quem lê. Narrar esses personagens é outro tipo…

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