Recife, 26 de julho de 1930 – 17h15
O calor de julho pendurava-se sobre o Recife como uma mortalha úmida. Na Rua Nova, o sábado à tarde fervilhava com aquela elegância desesperada dos trópicos: senhoras de vestidos claros caminhavam sob sombrinhas, homens de paletó suavam dignidade, e o cheiro de café recém passado misturava-se ao…
