Trabalho numa sala com quase duas dezenas de pessoas. E faço o que quase todos ali fazem: coloco o fone de ouvido. Não por antipatia, mas por uma necessidade quase física de silêncio, de não ter tanta gente em volta, de criar uma parede onde não há parede. Olho ao redor e vejo o mesmo…
Na semana passada, trocamos mensagens sobre a queda de Roma e a ascensão do islã. Na anterior, sobre a Guerra do Irã. Outro dia, sobre a política nacional. Faz mais de dez anos que converso com João quase todos os dias (política, história, fé, geopolítica, as miudezas da vida). Trocamos opiniões com a franqueza descuidada…
