27 de julho de 2007. Um baile chamado Happy Days, a trilha sonora certa para o gesto certo: “Can’t Take My Eyes Off You” tocando enquanto eu pedia Luciane em namoro. Em algumas semanas completamos dezenove anos juntos. Quando olho para aquela cena hoje, ela parece distante. Quase pertencente a outras duas pessoas. E pertence,…
Acordo cedo. Sempre. Antes que a casa acorde, antes que o dia apresente suas cobranças, há alguns minutos em que o quarto ainda pertence ao silêncio. É nesse intervalo que eu a olho dormir. E é nesse mesmo intervalo que a pergunta volta. Não como sobressalto, mas como uma voz baixa que já conheço: até…
Fui a um funeral faz algum tempo. Ela e o esposo eram meus padrinhos de casamento. Um casal que sempre olhei como se olha para um mapa: não para copiar o percurso, mas para entender que o destino existe. Que é possível chegar.
No velório, vi o que não sabia nomear. Não era apenas dor.…
