Há imagens que não se explicam na hora. Você as vê, fica parado mais do que pretendia, e segue. Mas elas ficam. Mais de uma década depois de visitar a Basílica de São Pedro, ainda penso na Pietà. Não pela escala, que é menor do que se imagina. Não pela perfeição técnica, embora seja desconcertante…
Perdi as contas de quantas vezes parei em Congonhas. Sempre foi assim: ponto de passagem, descanso de estrada, pausa entre o que ficou e o que ainda está por vir. Desta última vez, ia em direção a Diamantina. O carro cheio, o cansaço, e os doze profetas de Aleijadinho no alto do adro (como sempre…
