Eu escrevi Manuel Nunes Viana como ele gostaria de ser lembrado.
Não foi intenção. Foi pior: foi desleixo intelectual disfarçado de pesquisa. Mergulhei nas fontes, encontrei as narrativas que me seduziram. O primeiro governador escolhido pelos mineradores, o defensor dos forasteiros, o líder que emergiu da vontade do povo, e escrevi o personagem que essas…
Quando comecei a escrever o romance Rios de Sangue e Ouro, deparei-me com um dilema narrativo e moral. Decidi que Manuel Borba Gato seria o antagonista principal da história. A lógica parecia simples: ao narrar os acontecimentos a partir do ponto de vista dos emboabas, os paulistas, liderados por Borba Gato, naturalmente ocupariam o papel…
