Outro dia, no meio de uma crônica, parei numa frase.
Era uma frase boa. Dizia com precisão o que eu queria dizer, encaixava no argumento, tinha o peso certo. Eu a escrevi sem hesitar, como se fosse minha. Só depois, relendo, senti que havia algo fora do lugar. Não na frase. Na autoria. Fiquei parado…
Outro dia, revisando um capítulo de Rios de Sangue e Ouro, dei-me conta de que já faz mais de um ano que escrevo todos os dias. Há os finais de semana, há as férias. Mas ultimamente ando escrevendo também nos fins de semana, e suspeito que acabarei escrevendo nas férias. O hábito se instalou. Tenho…
Registro o processo de criação de Rios de Sangue e Ouro aqui porque a memória falha. Não a memória dos fatos (essa nos arquivos) mas a memória das razões. Por que esta cena existe. Por que este personagem toma esta decisão que parece estranha e só faz sentido quando se conhece a história inteira, inclusive…
Voltei das férias de janeiro com uma lista. Não o tipo que se escreve e se esquece; o tipo que assombra. Três itens. E cada um deles, à sua maneira, acabou revelando algo que eu não esperava encontrar.
O primeiro item era concluir O Último Trem e enviá-lo às editoras. Concluí em janeiro. Em fevereiro,…
