Tinha vinte e cinco anos em 18 de abril de 2005. A televisão estava ligada no Jornal Nacional, que cobria o conclave em Roma, e por alguns segundos passou um trecho da homilia do então Cardeal Ratzinger na Missa Pro Eligendo Romano Pontifice. Não entendi tudo na hora (tive que procurar o Padre Norberto Prittwitz…
A memória mais antiga que tenho com a religião não é de uma ideia. É de um cheiro. O perfume pesado de velas numa tarde de domingo, e a mão da avó do meu pai segurando a minha com uma firmeza tranquila, como quem não precisa explicar onde está nem para onde vai. Eu devia…
Escrevi dias atrás sobre o perdão (O Perdão e o Talvez). No texto disse que ele é o ato mais humano que existe porque está intimamente ligado à esperança. Acrescentei algo que pode ter soado estranho: Deus não tem esperança.
Não desenvolvi.
Talvez porque, naquele momento, meu foco fossem as relações humanas. Mas a frase…
