Uma das primeiras decisões que tomei ao escrever Rios de Sangue e Ouro, ainda nas páginas iniciais, quando a saga era apenas um esboço do que se tornaria, foi sobre os diálogos. Não sobre o que os personagens diriam. Sobre como diriam.
A intuição veio de leitor, antes de vir de escritor: diálogos numa ficção…
Tudo que aprendi sobre como se escreve um romance pode ser resumido assim: primeiro você pensa a história, cria os personagens, planeja os capítulos. Só então escreve. Depois de escrito, você revisa, desconstrói, reconstrói, cria novas estruturas, revisa de novo. Um leitor crítico. Depois um leitor beta. Nova revisão, novas demolições, restaurações de estruturas que…
No meio de uma sessão de revisão que tem consumido muitas horas de minha vida, parei numa cena específica de Rios de Sangue e Ouro: Joaquim sozinho, construindo uma casa que não será habitada por ninguém.
Ali, com o manuscrito aberto na tela, aconteceu algo que só posso nomear com a palavra certa: anagnórise. O…
Outro dia, revisando um capítulo de Rios de Sangue e Ouro, dei-me conta de que já faz mais de um ano que escrevo todos os dias. Há os finais de semana, há as férias. Mas ultimamente ando escrevendo também nos fins de semana, e suspeito que acabarei escrevendo nas férias. O hábito se instalou. Tenho…
Registro o processo de criação de Rios de Sangue e Ouro aqui porque a memória falha. Não a memória dos fatos (essa nos arquivos) mas a memória das razões. Por que esta cena existe. Por que este personagem toma esta decisão que parece estranha e só faz sentido quando se conhece a história inteira, inclusive…
Mandei para minha Leitora Beta um post simples: quinze perguntas para um leitor beta. A resposta veio dias depois. Li com atenção. E o que mais me disse não foi o que ela escreveu claramente. Foi o que ela tentou aliviar.
Há um gesto específico que leitores de confiança fazem quando precisam dizer algo difícil:…
