Quando observo minha cidade — a de agora e a de outrora — percebo que o empobrecimento que nos tomou não se limita ao campo financeiro. A perda mais grave foi simbólica. Cultural. Civilizacional. A arquitetura, que deveria ser a assinatura sensível de quem somos, tornou-se um aglomerado de estruturas úteis, mas espiritualmente silenciosas. Descuidamos…
