Quando o personagem histórico está suficientemente morto, podemos fazer quase tudo com ele. Inventar silêncios. Preencher lacunas. Emprestar intenções que os documentos não registraram. Ninguém cobra a dívida.
Mas há personagens que não estão suficientemente mortos. Não porque ainda vivam, mas porque ainda habitam o imaginário de quem lê. Narrar esses personagens é outro tipo…
Costumo dizer que O Último Trem é um projeto menor. E, enquanto digo, acredito.
É verdade. E é uma meia verdade.
O romance nasceu numa pausa. Minha Leitora Crítica precisava de tempo para analisar Rios de Sangue e Ouro, um livro que ela praticamente está me fazendo reescrever do zero. Enquanto esperava, escrevi O Último…
