Perdi as contas de quantas vezes parei em Congonhas. Sempre foi assim: ponto de passagem, descanso de estrada, pausa entre o que ficou e o que ainda está por vir. Desta última vez, ia em direção a Diamantina. O carro cheio, o cansaço, e os doze profetas de Aleijadinho no alto do adro (como sempre…
Faz mais de dez anos que estive em Turim, durante uma rara exposição do Santo Sudário. Não é algo que acontece com frequência e menos ainda que coincida com a presença de alguém que, como eu, carregava há anos um fascínio que não sabia nomear. Descobri o que era ao entrar na Catedral de São…
Durante muito tempo, minhas orações foram respondidas apenas pelo silêncio. Não o silêncio de quem ainda não encontrou as palavras, mas o silêncio de quem começa a suspeitar que do outro lado não há ninguém ouvindo. Ou pior: que havia, mas que agora havia partido. Essa é uma das experiências mais desorientadoras que conheço. E…
