Perdi as contas de quantas vezes parei em Congonhas. Sempre foi assim: ponto de passagem, descanso de estrada, pausa entre o que ficou e o que ainda está por vir. Desta última vez, ia em direção a Diamantina. O carro cheio, o cansaço, e os doze profetas de Aleijadinho no alto do adro (como sempre…
Não sou do tipo emotivo. Não tenho lembranças que chegam de súbito e me fazem parar no meio de uma calçada, com os olhos marejados e uma explicação impossível para dar a quem passa. Talvez até inveje quem seja assim. Só não sou.
Mas, de vez em quando, acordo pensando na minha avó.
Faz catorze…
