Era meados da década de 1940 em Barra Mansa, quando a cidade oscilava entre dois mundos: o das roças cansadas e o das chaminés que começavam a cuspir fumaça no horizonte.
A Vila Nova, ainda um bairro afastado, mais ligado às fazendas do que ao centro urbano, surgia como um corpo estranho a meio caminho…
Há quem diga que, nas madrugadas de sexta-feira, quando o sino da Matriz de São Sebastião bate doze vezes, uma mulher de branco cruza em silêncio o portão de ferro do cemitério municipal. O vento se agita, os cães se calam, e o som de passos leves percorre as ruas do centro. Chamam-na Dama do…
Era o começo dos anos 1960 quando Iara desceu do sertão da Fumaça com o marido, João, e os cinco filhos. Vieram a pé em parte da viagem, pegando carona em caminhões, trem e esperança. Diziam que em Barra Mansa havia trabalho, e João, pedreiro de primeira, acreditou que ali poderia recomeçar.
Mas o tempo…
