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Ilustração conceitual de uma estátua histórica dividida ao meio: de um lado, uma figura dourada e heroica de bandeirante; do outro, uma versão envelhecida e deteriorada do mesmo homem. Ao fundo, aparecem páginas de manuscritos antigos, enquanto pepitas de ouro se acumulam no primeiro plano, simbolizando a tensão entre mito histórico e humanidade real.

O Espelho dos Mitos

Quando comecei a escrever o romance Rios de Sangue e Ouro, deparei-me com um dilema narrativo e moral. Decidi que Manuel Borba Gato seria o antagonista principal da história. A lógica parecia simples: ao narrar os acontecimentos a partir do ponto de vista dos emboabas, os paulistas, liderados por Borba Gato, naturalmente ocupariam o papel…

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