Serjão era conhecido em Barra Mansa como um monstro. Preto, alto, forte como uma locomotiva, caminhava como quem esmagava o chão. No centro da cidade, poucos ousavam cruzar seu caminho. Mas todo mundo sabia: ele era bicheiro, e o dinheiro do jogo corria por suas mãos como se fossem veias abertas.
Na Rua Eduardo Junqueira,…
Ninguém, absolutamente ninguém, acreditaria se não fosse verdade. O ano era 1970 e Sr. José, metalúrgico da Companhia Barbará, carregava nos ombros a rotina miserável de todo operário: o sino da fábrica ditava suas manhãs, o ferro moldava seu corpo, e o suor escorria até no silêncio das noites abafadas. Morava com a esposa, Dona…
